Roberto França é a ‘bola da vez’, mas deixa decisão para março .

Lázaro Thor Borges

Roberto França Auad (PV), que comandou a Prefeitura de Cuiabá de 1997 a 2005, é o político mais cortejado pelos partidos matogrossenses, que estão ‘afoitos’ por um nome de peso para as eleições deste ano, marcada pela obrigatoriedade de cada sigla lançar candidaturas majoritárias.  

Um dos primeiros interessados em França foram os irmãos Jayme e Júlio Campos, caciques do Democratas em Mato Grosso. O apresentador foi cortejado pelo DEM ainda no ano passado e o interesse só aumentou ao longo dos meses. Agora outros 3 partidos também querem o ex-prefeito de volta ao Palácio Alencastro.   

Em um jogo de escolhas, que é quase um flerte, França parece se fazer de difícil: agradece o apoio de uns, conversa com outros, faz diagnósticos sobre a política, mas decisão mesmo não houve nenhuma até aqui. O ‘sim’ aos pretendentes só virá no último segundo, no final de março, último prazo para a mudança de partido. 

“Vou decidir em qual partido vou filiar e se vou ser candidato, é o prazo que eu tenho, dentro dos seis meses antes das eleições, vou sair do PV e vou escolher outro partido”, afirmou ele em entrevista por telefone ao jornal A Gazeta.  

O PV, partido de França, apoia atualmente Emanuel Pinheiro (MDB), por isso a necessidade de sair da sigla, caso se candidate. O DEM, que também o convidou, ainda pode trazer o secretário de Saúde Gilberto Figueiredo (PSDB) ou lançar o ex-deputado Fábio Garcia (DEM), ambos preferidos do governador Mauro Mendes (DEM).  

Sondagens eleitorais recentes indicaram que França é um dos francos favoritos ao Alencastro. Declarações públicas como a que José Medeiros (Podemos) fez no programa televisivo de Roberto França ocorreram também quando os Campos elogiaram o ex-prefeito publicamente, de quem Jayme e Júlio são amigos.  

Os telefonemas também são comuns. Foi assim que Wilson Santos (PSDB) se aproximou. Os tucanos mexem com o coração de França. Pesa a sensação nostálgica de quando ele foi prefeito pela sigla. Os mais distantes também se aproximam. O prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SDD), arriscou um convite para que o apresentador se filie ao Solidariedade e concorra pelo partido em 2020.  

O último dos 5 pretendentes foi o PDT, do secretário de Cultura, Alan Kardec, que procurou França para ser suplente de Pivetta nas eleições suplementares para o Senado que ocorre em abril. França negou, ele diz não se interessar por nenhuma disputa ao Congresso Nacional.

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