Podemos sonha em reverter cassação e proíbe discussão interna sobre Senado.

O presidente do diretório de MT, José Medeiros, disse que o partido só irá discutir sobre eleição suplementar caso tenha um “desenlace desfavorável”.

O presidente do Podemos em Mato Grosso, deputado federal José Medeiros, disse que a cúpula nacional do partido pediu para evitar articulações à eleição suplementar enquanto os procedimentos da cassação senadora Selma Arruda não forem analisados.

Ao , Medeiros comentou que o partido ainda tem esperança que a cassação possa ser revertida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, o partido explicou que há um trâmite dentro do Legislativo que possa estender a permanência de Selma no cargo, como análises da Procuradoria, da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), além de prazo para apresentação de defesa.

“Uma situação difícil, mas o partido, nacionalmente, teve essa decisão e a gente não esta fazendo qualquer confabulação. A única coisa que o partido disse foi que, caso haja um desenlace desfavorável, quer manter a vaga. O partido vai disputar a eleição, mas é um assunto que só vai ser tratado após isso ser definitivamente definido”, disse.

“O Podemos está confiante na questão do TSE. Não tem nenhum caso, até hoje, que o Senado resolveu peitar a Justiça. A esperança que temos é que reverta no TSE, no Senado a gente não tem esperança”, reiterou.

Ele ainda comentou que o Podemos não quer perder a representatividade no Senado Federal, no entanto, as discussões sobre o assunto só irão ocorrer caso tenha um “desenlace desfavorável”.

“Uma situação difícil, mas o partido, nacionalmente, teve essa decisão e a gente não esta fazendo qualquer confabulação. A única coisa que o partido disse foi que, caso haja um desenlace desfavorável, quer manter a vaga. O partido vai disputar a eleição, mas é um assunto que só vai ser tratado após isso ser definitivamente definido”, disse. 

Apesar de não comentar sobre o pleito, nos bastidores as informações dão conta que José Medeiros é candidato do partido, inclusive com a chapa definhada, sendo o marido de Selma, Norberto Arruda, e o ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato como suplentes.

Cassação

Em abril, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), por unanimidade, cassou o mandato de Selma e de seus suplentes, Gilberto Eglair Possamai e Clerie Fabiana Mendes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral, os integrantes da chapa encabeçada pela senadora “abusaram do poder econômico, assim como praticaram caixa 2 de campanha, ao contraírem despesas de natureza tipicamente eleitoral no valor de R$ 1.246.256,36, quitadas com recursos de origem clandestina, que não transitaram regularmente pela conta bancária oficial”.

Após a decisão, a senadora ingressou com um recurso ordinário no TSE contra a cassação de seu mandato, mas o pedido foi rejeitado pelos ministros.


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