Partidos costuram chapa com suplentes de ‘peso’ para vaga de Selma Arruda

Janaiara Soaresjanaiara@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Uma primeira simulação de chapa completa para disputa da vaga aberta com a cassação da ex-senadora Selma Arruda (Podemos) já está sendo costurada e tem como cabeça o atual vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), além dos suplentes os ex-prefeitos, Roberto França (Cuiabá) e Adilton Sachetti (Rondonópolis). França estaria com conversa fechada para se filiar ao DEM e Sachetti é presidente do PRB mato-grossense.

“É uma costura embrionária que já nasce com capilaridade, representatividade e reais possibilidades de disputar as eleições suplementares para a vaga de senador”, disse uma fonte consultada por A Gazeta que solicitou anonimato enquanto não ficarem definidas todas as negociações que pretendem ampliar ainda mais o arco de alianças partidárias e sinalizar por entendimentos para a segunda eleição de 2020, que são as municipais para 141 cidades e que formará base para as eleições de 2022.

Na semana passada uma reunião foi realizada e participaram da conversa o senador Jayme Campos, a prefeita Lucimar Campos e Júlio Campos, todos do Democratas, Emanuel Pinheiro pelo MDB, o coordenador da bancada federal de Mato Grosso, Neri Geller pelo PP, deputado e vice-líder na Câmara Federal, Emanuel Pinheiro Neto pelo PTB e o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB).

O consenso é que pesquisas de avaliação quantitativas e qualitativas é que definirão de acordo com as respostas da população, qual a melhor chapa e a melhor proposta em busca da vitória. Com isso, outros partidos já sinalizaram também pela construção do entendimento.

O vice-governador e presidente do PDT, Otaviano Pivetta, seria um dos nomes de consenso no grupo por reunir força junto com o agronegócio, acompanhado por outros como o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga que é do PL e mais recentemente o ex-deputado federal e ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti hoje no PRB.

Pivetta já sinalizou o interesse em concorrer pela vaga de Selma e disse que conversou com cerca de 50 lideranças para definir nomes de possíveis suplentes. Ele ainda disse que caso seja candidato, pode compor chapa com algum nome da baixada cuiabana. “É importante. Hoje resido em Cuiabá, trabalho em função pública estadual e a importância de Cuiabá, Várzea Grande, é inexorável. Cerca de 40% dos votos de Mato Grosso estão aqui. Não só por isso, mas pela relevância que tem este aglomerado urbano e os problemas nele presentes”.

Nos bastidores se comenta que a chapa será definida após conhecer o resultado de pelo menos cinco pesquisas que estão sendo concebidas pelos interessados na disputa em nome dos partidos participantes. O principal desafio será abrandar a relação entre Emanuel Pinheiro e Mauro Mendes (DEM). O governador democrata disse abertamente que prefere manter seu vice no governo do que “perdê-lo” para o Senado. Mendes até ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que Carlos Fávaro (terceiro colocado na eleição do ano passado) assuma, imediatamente, a vaga da senadora cassada.

Mesmo sendo do mesmo partido de Jayme Campos, as conversas políticas entre o governador e o senador não têm se encontrado quando se trata de aliança partidária, tendo em vista que os Campos têm estreitado a relação com Pinheiro.

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