‘Não devemos comemorar mortes’, diz comando da Rotam

Yuri Ramires

yuri@gazetadigital.com.br

Reprodução/PM

Reprodução/PM

Apesar de ter considerado positiva a ação que resultou na morte de 5 criminosos na Estrada do Manso, no dia 30 de outubro, o comandante do Batalhão de Ronda Ostensiva Móvel Tática da Polícia Militar, tenente-coronel Paulo César da Silva, afirmou que não se deve comemorar as mortes.

A afirmativa foi feita após ser questionado pela reportagem do  sobre a reação da população, que se manifestou eufórica com a morte dos criminosos, que estavam armados e atentaram contra os policiais durante a ação. A suspeita é de que eles iriam cometer uma série de roubos em chácaras na região do Manso.

Leia também – Menor atropelado por ‘Marcinho PCC’ não resiste e morre em VG

“Nossa determinação e postura é para não ter confronto, não matar os criminosos de forma alguma. A ideia é prender, defender o cidadão, transmitir a sensação de segurança e tirar os bandidos de circulação pela prisão deles”, disse.

O comandante ressalta que a Rotam é preparada para qualquer tipo de ação, que o treinamento faz com que os policiais saibam agir mesmo sem saber o que esperar em uma ocorrência. “É claro que, se o grupo não respeita as ordens de parada e ainda resolver atentar contra a vida da população e dos policiais que estão em serviço, a ação muda de forma”.

Tenente-coronel ressaltou ainda que existe respeito às famílias dos suspeitos mortos, que geralmente são pessoas de bem e que não podem ser culpadas pelo caminho escolhido por eles.

Ação positiva 

Para ele, a ação foi positiva já que evitou qualquer ação criminosa do grupo. “Eles estavam armados e tinham vários lacres nos carros, usados para algemar as vítimas. Então, é possível saber algumas das intenções”, contou. 

Para o tenente-coronel, que está há 20 anos na Polícia Militar, quando os bandidos reagem às abordagens e atentam contra os servidores, é o mesmo que atentar contra a população.

“Nós somos o Estado, que é a população, a sociedade. Então, temos que dar uma resposta diante dessas situações. Nesse caso, saímos com objetivo de intervenção de possível ação criminosa, saímos preparados com base nos nossos treinamentos”, finalizou. 

Os mortos foram identificados como Lucas Matheus Campos Arce, 21; Vanderson da Conceição Ferreira, 33; Francisco Junior de Carvalho, 32; Kelvin Dias Nascimento, 23, e Bryan Christian Rodrigues Pinheiro, 19. 

Lucas, Kelvin e Bryan eram moradores do bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Já Vanderson morava no bairro Nova Esperança, em Várzea Grande. Francisco, o único do grupo que usava tornozeleira eletrônica e o primeiro a ser identificado pela Segurança Pública, é morador do Parque Mariana, na Capital.   

PM informou que Lucas tinha duas passagens por roubo. Bryan teve 15 atos infracionais quando menor de idade. Depois disso, foi preso várias vezes por porte ilegal de arma, furto, resistência e desobediência. Kelvin não tinha nenhuma passagem.    

Francisco tinha 3 passagens por roubo, duas por furto, uma por posse ou porte ilegal de arma de fogo, além de homicídio ou tentativa de homicídio. Por fim, Vanderson tinha duas passagens por tráfico, 2 passagens por homicídio, além de roubo, furto e falso testemunho. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *