Intervenção militar no Brasil: argumentos contra e a favor.

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Em boa parte dos casos, a ideia de intervenção militar parte de setores conservadores da sociedade. Seus defensores, pelo menos no Brasil, costumam ser contrários a medidas como legalização do aborto, das drogas e reconhecimento do casamento homoafetivo. Há também uma defesa à família tradicional e valores religiosos.

Pedidos por intervenção militar tornaram-se recorrentes em manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a partir de 2015, ainda que fossem marginais dentro desses protestos. Os que apoiam a tomada do poder pelos militares apoiam-se até mesmo na Constituição de 1988. Veja os principais argumentos a favor e também contra uma intervenção militar:

A favor da intervenção militar no Brasil
A intervenção é necessária para acabar com a corrupção no Brasil. O governo militar é a única ou melhor forma de restaurar a ordem no país e recolocá-lo no caminho do desenvolvimento;
A Constituição Federal diz, no artigo 142, que “as Forças Armadas […] são instituições nacionais permanentes e regulares […] e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. A partir desse texto, intervencionistas defendem que os militares possuem respaldo constitucional para tomar o poder, a fim de garantir os poderes, a lei e a ordem;
O regime militar brasileiro de 1964 a 1985 foi um período positivo da história brasileira, segundo favoráveis à intervenção militar. Segundo eles, o país viveu uma época crescimento econômico, baixa criminalidade e sem corrupção. Tudo isso teria relação com as políticas do governo militar;
Segundo os intervencionistas, há uma ameaça comunista sobre o Brasil e outros países latino-americanos (argumento que era mais comum durante o governo Dilma, do PT, partido historicamente de esquerda). Para preservar a ordem e evitar que o comunismo tome conta do país, é preciso que militares tirem do poder os grupos comunistas.

Contra a intervenção militar no Brasil
O problema da corrupção existe dentro de qualquer governo, seja ele democrático ou autoritário. Por isso, é preferível que seja resolvido dentro da própria democracia, sem a remoção de liberdades e direitos fundamentais, e sim com transparência e maior qualidade do voto. Não seria, portanto, justificativa suficiente para intervenção militar;
O artigo 142 da Constituição não permite intervenção militar. Isso porque ele mesmo afirma que as Forças Armadas estão “sob a autoridade do presidente da República e seu comando”. Portanto, a intervenção seria inconstitucional sob qualquer ponto de vista, uma vez que configuraria insubordinação ao presidente;
O regime militar brasileiro foi uma ditadura. Durante esse período, houve supressão de direitos políticos e da democracia. Muitos foram mortos e/ou torturados por questões políticas. A economia experimentou crescimento, mas às custas de um grande endividamento externo e aumento da desigualdade social – base, afirmam economistas, de muitos dos problemas que temos ainda hoje no país. Por tudo isso, o governo militar instituído em 1964 não deveria servir de exemplo;
As evidências de uma articulação comunista no Brasil ou mesmo na América Latina não são conclusivas. Neste início de século XXI, governos de esquerda latino-americanos caracterizaram-se pela adoção de programas sociais, intervenção do Estado na economia e oposição aos Estados Unidos. Entretanto, a maioria manteve o respeito às regras democráticas de seus países.

E, aí? Conseguiu entender como seria uma intervenção militar no Brasil? É contra ou a favor? Deixe suas críticas e sugestões nos comentários!
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matéria :Benedito Alencastro . MIRANDA-NEWS

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