Emanuel admite disputar Governo e “aposta tudo” no funcionalismo em MT.

da redação Allan Mesquita FOLHA MAX

Prefeito diz que oposição a Mauro deve lançar nome para combater “modelo perverso” de administração pública

A eleição de 2022 já começa a ganhar espaço no cenário político mato-grossense. Na manhã dessa segunda-feira (15), o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), voltou a falar sobre a possibilidade de ser candidato ao Governo do Estado e teceu críticas à gestão do governador Mauro Mendes (DEM), que pode buscar a reeleição. 

Durante entrevista à Rádio Nazareno (107.9 FM), o emedebista reclamou da falta de investimentos para Cuiabá e afirmou que o comandante do Palácio Paiaguás faz um governo “perdido e de perseguição aos servidores públicos”. “Até agora ele não fez nada por Cuiabá. Já está com dois anos de mandato, só fica com vários embates, uma perseguição, uma violência sem fim contra os servidores públicos. Vimos aí o desrespeito, uma desumanização contra os inativos”, disse.

Para sustentar o apontamento contra a atual administração estadual, Emanuel lembrou que o comandante Palácio Paiguás vetou o Projeto de Lei Complementar 36/2020, que visava isentar aposentados e pensionistas que recebem até R$ 6,1 mil da contribuição previdenciária de 14%. A decisão foi mantida pela Assembleia Legislativa na semana passada. “O que existe é uma política de perseguição aos servidores públicos, ao setor produtivo e de sacrifício para sociedade”, complementou.

Emanuel e Mauro Mendes protagonizam, neste momento, a maior rivalidade política do Estado, com diversas troca de farpas e acusações via imprensa. Diante disso, nos bastidores, já há quem faça uma leitura do cenário eleitoral de 2022 projetando Pinheiro como um “forte” nome disputar o Governo do Estado numa disputa contra Mauro, que deve concorrer a um novo mandato à frente do Palácio Paiaguás.

Emanuel, por sua vez, afirma que só será candidato por vontade divina. “Se for plano de Deus eu serei governador do Estado para mudar esse modelo injusto, que debocha da cara dos servidores, enfraquece os serviços públicos, que sacrifica o setor produtivo. É um governo perdido, que administra para poucos e por isso temos que ter uma proposta alternativa”, finalizou.

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