Justiça autoriza escavação em busca de restos mortais de mulher após marido confessar crime 24 anos depois em MT.

Jairo Narciso da Silva procurou a polícia para contar que havia matado a mulher, por ciúmes, em outubro de 1994. Corpo teria sido enterrado em um banheiro que estava sendo construído na residência onde moravam.

Luzinete Leal Militão de 28 anos, foi morta pelo marido em 1994 em Sinop — Foto: Arquivo pessoal

Luzinete Leal Militão de 28 anos, foi morta pelo marido em 1994 em Sinop — Foto: Arquivo pessoal

A Justiça autorizou que seja realizada, nesta sexta-feira (2) a escavação em busca dos restos mortais de Luzinete Leal Militão, após o marido confessar assassinato. Jairo Narciso da Silva, de 64 anos, procurou a polícia na terça-feira (30), para contar que havia matado a mulher, por ciúmes, em outubro de 1994.

De acordo com o suspeito, ele teria enterrado o corpo de Luzinete, no banheiro da casa onde moravam. Algum tempo depois do crime, ele vendeu a residência.

Após a confissão, o delegado Ugo Angelo Rech de Mendonça solicitou uma autorização judicial para que o local fosse escavado e o crime comprovado.

“Eles estavam construindo uma suíte. Ele colocou umas madeiras, como se fosse um caixão, e colocou o corpo dela com os documentos e pertences”, disse o delegado.

O procedimento vai contar com o apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), técnicos da prefeitura e engenheiros, além da Polícia Civil.

O crime

Jair disse ter matado a mulher no quarto do casal, enquanto ela dormia. Ele disse que usou uma barra de ferro para golpeá-la na cabeça. Entretanto, ao perceber que ela não havia morrido, ele a asfixiou. Depois, pegou o corpo de enterrou no banheiro que estava em construção, junto com os documentos pessoais da vítima.

Logo após o crime, o suspeito registrou um boletim de ocorrência para comunicar o desaparecimento da mulher. No documento ele alegou abandono do lar. Na época, os registros eram feitos à mão e, como ainda não havia um campo para ‘comunicante’, o suspeito é identificado como vítima. No caso, seria vítima de abandono.

Depois que Jairo confessou o assassinato, o delegado conseguiu falar, por telefone, com as irmãs de Luzinete, que moram em uma cidade vizinha, mas elas não prestaram depoimento ainda. Os filhos só ficaram sabendo do homicídio essa semana.

Fonte: Por G1 MT 01/08/2019 16h56

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *