Agente é flagrada ao esconder celulares no banheiro do Pascoal Ramos.

A servidora teria escondido cinco aparelhos celulares atrás de um vaso sanitário, no final da tarde de quarta-feira (03).

MÁRIO ANDREAZZA
DA REDAÇÃO

RepórterMT/Reprodução

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Flagrante ocorreu na quarta-feira (03) no antigo Presídio Pascoal Ramos.

Uma agente, identificada pelas iniciais J. O., 36 anos, da Penitenciária Central do estado (PCE), antigo Pascoal Ramos, foi presa em flagrante, na noite de quarta-feira (03), por entrar com celulares e esconder os aparelhos dentro de um dos banheiros da unidade, que é considerada de segurança máxima, em Cuiabá.

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O caso ocorre 15 dias após a Operação Assepsia, desencadeada no dia 18, que cumpriu sete mandados de prisão, entre eles do então diretor e do então vice-diretor da unidade, devido à facilitação de entrada de celulares na prisão.

De acordo com o encarregado de plantão, a servidora o acompanhou durante a tranca das celas no final da tarde, até que em determinado momento, ele teria se ausentado da área, onde a agente ficou sozinha.

Nesse momento, o encarregado foi avisado de que ela estaria em comportamento suspeito, já que não estava escalada naquele dia para fazer o fechamento das celas e que no momento em que ficou sozinha, foi vista, pelas câmeras, indo ao banheiro.

Então após o fechamento da unidade, foi feita uma vistoria pelo refeitório e banheiros, onde foram encontradas duas sacolas escondidas atrás de um vaso sanitário, uma com três aparelhos celulares e outra com dois.

Foram apreendidos dois aparelhos Samsung Galaxy J4, um Galaxy J5, um Galaxy J6 e um Galaxy J6 Plus.

J. O. foi presa e encaminhada para a delegacia, onde passará por audiência de custódia nesta quinta-feira (04).

A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH) informou que vai apurar a responsabilidade da servidora respeitando o devido processo legal do contraditório e ampla defesa.

Filme repetido

O caso ocorre logo após o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), oferecer denúncia contra  dois líderes do Comando Vermelho, três policiais militares e dois agentes penitenciários, que ocupavam os cargos de vice e de diretor da Penitenciária Central do Estado, justamente pela entrada de celulares no presídio.

Ao grupo foram imputados quatro atos criminosos. Os sete denunciados vão responder por integrar, financiar e promover organização criminosa e também por introdução de celulares em presídios; cinco deles pelo crime de corrupção ativa; e dois por corrupção passiva.

O Gaeco ressalta ainda que os membros da organização mantêm-se unidos por grupos de WhatsApp ou recurso similar, compartilhando decisões e ordens. O aparelho celular tornou-se instrumento de extrema utilidade.  

Um aparelho celular que pode ser comprado por R$ 700,00, por exemplo, chega a ser vendido a R$ 5 mil no interior do presídio. Os 86 celulares e demais apetrechos apreendidos, que podem ter sido adquiridos pelo mercado negro por 40 a 50 mil reais, seriam transformados em mais de 450 mil reais.

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