Manifestantes fazem protesto na Avenida Paulista contra reforma da Previdência e cortes de verbas da educação.

Manifestantes fazem protesto na Avenida Paulista contra reforma da Previdência e cortes de verbas da educação.

São Paulo

Manifestantes fazem protesto na Avenida Paulista contra reforma da Previdência e cortes de verbas da educação
Um grupo ocupou a via em frente ao Masp, e outro, em frente à Fiesp. Metrô funciona parcialmente na tarde desta sexta.
Por G1 SP
14/06/2019 16h17 Atualizado há 6 minutos

SÃO PAULO, 16h03: Manifestantes fecham a Avenida Paulista sentido Consolação em frente ao Masp — Foto: GloboNews/Reprodução

Manifestantes vinculados a centrais sindicais fazem protesto na Avenida Paulista na tarde desta sexta-feira (14) contra a reforma da Previdência e cortes de verbas da educação. Parte do transporte público da cidade está paralisado nesta sexta também em protesto contra o texto que muda as aposentadorias.
Um grupo ocupou todas as faixas da Avenida em frente ao Masp, no sentido Consolação, e outro faz ato em frente à Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), no sentido Paraíso. A via foi completamente fechada nos dois sentidos às 16h16.
Os manifestantes levam uma grande faixa na qual é possível ler “Fora Bolsonaro”. No fim da tarde, um grupo organizou uma partida de futebol que era arbitrada por um manifestante que representava o juiz Sérgio Moro.
Segundo líderes da manifestação, as centrais sindicais, que costumam levar trios elétricos para atos na Avenida Paulista, não contrataram os veículos desta vez porque foram multados em R$ 5,5 mil reais no último protesto. Durante o anúncio, feito no microfone, não foi detalhado o dia em que foram multados e nem por qual protesto.
A paralisação contra a reforma da Previdência foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). A organização pediu que os trabalhadores dos meios de transporte paralisassem as atividades mesmo após liminares na Justiça para a manutenção do serviço.

“Vamos denunciar à OIT (Organização Internacional do Trabalho) esses juízes que, por solicitação de governos e patrões, tentam constranger os trabalhadores. Isso só demonstra o quanto a greve geral está na boca do povo e preocupando os empresários”, disse, em nota, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas.

SÃO PAULO, 16h40: Bandeirão em protesto na Avenida Paulista — Foto: Celso Tavares/G1

SÃO PAULO, 17:24: Manifestantes carregam cartazes contra o presidente Jair Bolsonaro em protesto na Avenida Paulista nesta sexta (14) — Foto: Celso Tavares/G1

SÃO PAULO, 16h30: Manifestante na Avenida Paulista nesta sexta (14) — Foto: Celso Tavares/G1

SÃO PAULO, 16:55: Polícia Militar acompanha protesto contra a reforma da Previdência na Avenida Paulista — Foto: Celso Tavares/G1

SÃO PAULO, 17:11: Manifestantes colaram cartazes contra o governo em protesto na Avenida Paulista nesta sexta (14) — Foto: Celso Tavares/G1

SÃO PAULO, 17:29: Em plena Avenida Paulista, manifestantes simulam uma partida de futebol arbitrada por um homem que representava o juiz Sérgio Moro, nesta sexta (14) — Foto: Celso Tavares/G1

SÃO PAULO, 17:41: Faixas contra partidos políticos são erguidas por manifestantes na Avenida Paulista nesta sexta (14) — Foto: Glauco Araújo/G1

SÃO PAULO, 17:50: No início da noite, manifestantes acendem fogos na Avenida Paulista em protesto contra a reforma da Previdência — Foto: Celso Tavares/G1
O Metrô de São Paulo está funcionando parcialmente e os ônibus municipais estão com 100% da frota operando, segundo a SPTrans. Os trens da CPTM operam normalmente.

Metrô: Linha 15-Prata paralisada; Linha 1-Azul funciona entre estações Saúde e Luz; Linha 2-Verde entre Vila Madalena e Alto do Ipiranga; Linha 3-Vermelha entre Marechal Deodoro e Penha; 4-Amarela e 5-Lilás funcionam normalmente.
CPTM: Funciona normalmente – Linha 7-Rubi estendeu sua operação até a Estação Brás
Ônibus municipais: Funcionam normalmente.
Ônibus intermunicipais: Funcionam parcialmente.
Aeroportos: Funcionam normalmente.

O índice de lentidão na cidade de São Paulo estava abaixo da média para o horário às 17h, quando foram registrados 73 Km. A média para o horário é de 78 a 120 Km.

SÃO PAULO, 9h40: manifestantes incendeiam um carro na Zona Oeste de São Paulo — Foto: Marina Pinhoni/G1

Protestos

Pela manhã, houve protestos na cidade. Por volta das 9h45, no cruzamento da Avenida Vital Brasil com a Avenida Eusébio Matoso, na Zona Oeste de São Paulo, manifestantes colocaram fogo em um carro para fechar o trecho. Os policiais responderam com bombas de efeito moral e liberaram a via por volta das 10h30.
Na Avenida João Dias, na Zona Sul, ciclistas, motociclistas e pedestres organizaram uma passeata junto ao Terminal João Dias. A ocupação da via era total por volta das 9h. A passeata, que segue em direção à Ponte do Socorro, interditou a avenida e prejudica o trânsito de outras vias, como a Estrada de Itapecerica, Avenida Carlos Caldeira Filho e Avenida Giovanni Gronchi.
Na região do M’ Boi Mirim, manifestantes ocupam uma faixa da Avenida Piraporinha, na Zona Sul. As pessoas também estão a caminho da Ponte do Socorro.
Na Avenida 23 de Maio, na altura do viaduto da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, por volta das 7h, manifestantes colocaram fogo em pneus nos dois sentidos da via. Depois da ação dos bombeiros e da Prefeitura, a avenida foi liberada por volta das 8h30.

Manifestação na Avenida 23 de Maio — Foto: Reprodução/TV Globo

Escolas

Cerca de 50 escolas da rede privada paralisaram as atividades nesta sexta, segundo o sindicato.
Segundo a Secretaria Estadual da Educação, “na parte da manhã as escolas registraram 8,9% de ausências de professores”. A pasta disse que orientou que todas as escolas estaduais permaneçam abertas e com aulas nesta sexta. Em caso de eventuais faltas, a secretaria disse que o superior imediato irá analisar a justificativa apresentada, de acordo com a legislação.
O sindicato que representa os professores da rede municipal de São Paulo disse que aderiu à greve nesta sexta-feira. De acordo com o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), até a tarde desta quinta-feira (13), 50 escolas particulares teriam aderido à greve.

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