o amor está no ar. Casal aproveita data especial para vender rosas e custear viagem.

Viviane Saggin
viviane@gazetadigital.com.br
João Vieira

De passagem por Cuiabá, o casal Jorge Vieira, 53 anos, e Patrícia Schlichting, 22 anos, aproveita o Dia dos Namorados, comemorado nesta quarta-feira (12), para vender rosas nos semáforos da Capital. A intensão é conseguir dinheiro para custear os gastos de hospedagem e alimentação, além de pagar a próxima viagem com destino a Fortaleza (CE).
 
Jorge já trabalha com a venda de rua há 30 anos e conta que  nos dias comuns o carro-chefe são os panos de prato, que o casal comercializa a R$ 10 o pacote com três unidades, e que em datas especiais preferem as rosas vermelhas. “Em datas comemorativas, como Dia das Mulheres, Dia das Mães, Dia dos Namorados, as pessoas estão mais propensas a adquirir as flores”, ressalta o vendedor.
 
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Ele explica que, ao chegar à cidade, procura fornecedores, mostra o sistema do seu negócio, negocia os valores mais baixos. A mercadoria pode ser consignada, e o que não vende ser devolvida ao fornecedor. Em outros casos, compram do fornecedor a preços mais em conta.
 
João Vieira

 
“Alguns exigem CNPJ outros não. Alguns são mais flexíveis, entendem nossa atividade, e outros consideram que vai atrapalhar o comércio. Mas acreditamos que o nosso trabalho acaba ajudando a todos. Não vai travar a venda do lojista, vai até alavancar, já que acaba despertando em quem passa o sentimento romântico e o interesse em presentear”, acredita.   
 
Na capital mato-grossense, o casal comercializa o produto a R$ 10, embalagem com uma unidade, e R$ 20 um pequeno arranjo com três unidades. O expediente começou às 7h e deve se estender até 18h – ou até quando durar o estoque. 
 
“As vendas começaram tímidas, mas o movimento ainda está melhorando. O período da manhã é sempre mais fraco, mas à tarde as vendas são sempre melhores, já que muitos acabam deixando para a última hora”, comenta Patrícia. 
 
Viajando pelo Brasil
Jorge é de Porto Alegre e Patrícia Florianópolis, se conheceram na capital catarinense e se casaram há três anos. Sem filhos, a esposa decidiu acompanhar o marido nas viagens Brasil a fora.
 
Sem revelar a renda, ele diz que já nas três décadas trabalhando com o comércio informal de rua já conheceu diversas cidades.  “Nossa vida é essa, viajando pelo país, trabalhando com vendas de produtos, como panos de prato, frutas e flores. Às vezes, vamos com a intensão de fixar residência, mas tudo depende do que a cidade irá proporciona. Se o trabalho e as vendas não corresponderem às nossas expectativas, partimos para a próxima”, argumenta. 
 
João Vieira

 
 
Eles já conheciam Cuiabá e retornaram na semana passada para tentar novamente.
 
“Já passamos por Curitiba, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Goiânia, além de cidades nordestinas e sulistas. Aqui, foi difícil encontrar alguém para contratar e nos ajudar, já que como são coisas de valores baixos, precisamos ganhar no volume das vendas. Mas em outras capitais, contratamos pessoal, daí, o lucro é maior”.
 
Nessa etapa, chegaram de Campo Grande (MS), onde ficaram durante 4 anos, vendendo morangos. “O produto chegava mais fácil lá e também conseguimos encontrar mais mão de obra, o que facilitou. Mas agora, é juntar as coisas e partir novamente”. 
 
A dupla pretende partir para Fortaleza no próximo domingo (16

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