Riva faz ‘mimimi’ porque não consegue delação, diz Eder .

Jessica Bachega
jessica@gazetadigital.com.br
Marcos Lopes/ ALMT

“O que ele (Riva) diz é balela e mimimi. Tudo mentira”, rebate o ex-secretário Eder Moraes sobre as acusações de corrução do ex-deputado José Riva.
 
Eder ainda diz que o depoimento de José Riva à Justiça Federal é assunto requentado, já que Riva tentou acordo de delação premiada anteriormente sem sucesso. “Para se safar, a pessoa fala o que quer. Está falando o que o MPF quer”, retruca Moraes.
 
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Em depoimento à Justiça Federal, o ex-parlamentar apontou que Moraes participou de tratativa para compra de vaga no Tribunal de Constas do Estado (TCE) e para tentar pagar pelo silêncio do empresário e delator da Operação Ararath, Gerson Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça.
 
Em entrevista ao , o ex-secretário frisou que nunca participou de qualquer negociação financeira para a vaga e que não existiu discussão com o ex-governador Blairo Maggi (PP) para tratar sobre o tema. “A minha indicação ao TCE era política, do Executivo”, afirma.
 
A vaga do conselheiro aposentad Alencar Soares, no TCE, foi preenchida pelo então deputado Sérgio Ricardo em 2012. A indicação da vaga cabia ao Legislativo, mas é possível uma negociação política para a indicação de um nome à vaga.
 
“Essa possibilidade pode ser politicamente negociada. Já houve casos em que a indicação era do Legislativo, mas foi feita pelo Executivo. Tudo numa negociação política, não envolvendo cifras, que fique claro”, declarou.
 
“Recentemente Bolsonaro ventilou a indicação de Sérgio Moro Moro ao STF, indicação do Executivo”, exemplifica.
Questionado se houve a vontade de ser conselheiro, Eder reponde que sim, mas se houvesse vaga e a possibilidade, o que não houve. A Assembleia não “abriu mão” da indicação.
 
“Esse é um assunto requentado. Já tentou a delação antes, não tem outra alternativa e a pessoa fala o que quer. O que tiver que responder, vou responder no processo. Tem que ver se há provas robustas, contundentes. Falar por falar é fácil”, declara.
 
O ex-secretário ainda ressalta que prova de que não houve negociata é “que não estou lá (no TCE)”.
 
Sobre a tentativa de pagar o empresário Junior Mendonça para que não revelasse os esquemas investigados na Ararath, Éder afirma: “esse assunto nunca foi colocado em discussão”.
 
Usado por Silval
 
No depoimento de Riva, ele cita que por meses o ex-governador Silval Barbosa (sem partido) quis demitir EÉder Moraes, mas “não tinha pulso firme” para agir.
 
O ex-secrtário afirma que foi usado por Silval para dar andamento às obras da Copa do Mundo de 2014, que teve jogos em Cuiabá.
 
“No primeiro ano, quando estive na Casa Civil, não houve nenhum problema. Quando fui para a Secopa é que os problemas começaram, não sei o que houve”, afirma.
 
Em 11 meses todos os projetos estavam em andamento, mas quando houve a ordem de serviço e começou o faturamento foi desligado, segundo Éder. O ex-secretário deixou o cargo em abril de 2012.
 
Entenda o caso
 
No domingo (9), o jornal A Gazeta revelou com exclusividade que o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, afirmou à Justiça Federal que a compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT) para o conselheiro afastado Sérgio Ricardo custou R$ 15 milhões e teve o aval do ex-governador e ex-ministro Blairo Maggi (PP).
 
A declaração consta no reinterrogatório do ex-deputado feito em março deste ano, quando Riva passou à condição de colaborador unilateral da ação penal, com manifestação favorável do Ministério Público Federal (MPF).
 
Riva contou ainda que o Maggi tentou a indicação de Eder Moraes.
 

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