Obra do novo hospital Júlio Müller segue parada há 7 anos .

Ana Flávia Corrêa
anaflavia@gazetadigital.com.br
João Vieira

Quem passa pelo quilômetro 16 da rodovia Palmiro Paes de Barro, que liga Cuiabá a Santo Antônio do Leveger (32 km de Cuiabá), pode ver, por trás do mato que cresce no acostamento, o esqueleto do que era pra ser o novo Hospital Universitário Júlio Müller.
 
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Da obra que teve início em 2012, o que restou foram os tijolos e as vigas de concreto expostas. Se estivesse funcionando, a unidade hospitalar ofereceria 250 leitos, 23 vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, 16 pediátricas e 20 neonatal, além de farmácia, salas cirúrgicas, clínicas e laboratórios. 
 
Contudo, por uma decisão da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o contrato com o Consórcio Normandia, Phoenix e Edeme foi rescindido em 2014. A alegação era de que o cronograma de obras não estava sendo cumprido. 
 
Durante a gestão de 2015 a 2018, a Sinfra instaurou processo administrativo para apurar se a empresa tinha culpa pela não execução da obra. 
 
Há 7 anos de seu início e há 5 anos parada, a obra foi concluída em apenas 9%. Atualmente, há uma comissão para estudar a situação do contrato e apontar alternativas para a retomada do serviço. Porém, ainda, sem soluções. Projeto passa por reformulações junto à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 
 
Projeto inicial foi orçado em R$ 116,5 milhões, sendo que 50% erma provenientes do Governo do Estado e outros 50% do Governo Federal. A previsão para o término era em março de 2014.
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